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Hoje, amestrada volta por Balocas.

Quarta-feira, 16.04.14

Dignaram-se fazer parte desta esmerada volta, José Cavaca, (Ricardo Ramos, estreia),( Miguel Simoes estreia), Armando Oliveira, (Luis Garcia estreia), e Fernando Caetano.
111 km de alguma arte velocipédica por aldeias incógnitas de todos nós.

 

 

Como sempre, começamos por dar as boas vindas aos nossos amigos estreantes.

Miguel Simões do Fundão, escolheu uma bem bonita volta para o fazer. 

 

Outra estreia, o nosso bem conhecido Ricardo Ramos.

 

Luis Garcia também fez a sua bonita estreia numa bonita volta.

 

 

E vamos lá pedalar,,, a partida como sempre foi à hora marcada.

 

Pelotão em Unhais da Serra.

 

Já na estrada das Pedras Lavradas, uma imagem que fica memorável.

 

No alto das Pedras Lavradas o cafezinho foi oferta do nosso estreante Ricardo Ramos.

 

Seguiu-se a divertida descida para Balocas.

 

Balocas bem visível na imagem já esperava por nós.

 

De imediato as durinhas rampas que tanto ansiava fazer.

 

Mas como sempre, 10, 15, ou 20% de inclinação nem dá para aquecer...

 

20% até dá para rir...

 

Bonitas fotos do nosso amigo Ricardo Ramos.

 

Ricardo que aqui vemos também num dos pontos durinhos da subida.

 

Já nem falo em nós,,, mas as correntes têm que ser muito boas.

 

Balocas quase quase conquistada.

 

E já está,,, já há saudades para voltar a Balocas.

 

Cá do alto de Balocas...

Pequena aldeia rica em beleza e na qualidade das gentes. Localiza-se no extremo Norte da Serra do Açor paredes meias com o Parque Natural da Serra da Estrela. A origem desta aldeia serrana remonta ao século XVII como comprovam os registos históricos, no entanto é provável que já anteriormente fosse ocupada sazonalmente por comunidades de pastores. Outrora toda a área envolvente a Balocas fora coberta por vastas florestas de caducifólias, comuns aquelas que cobririam as serras da Cordilheira Central. Como o processo de humanização da paisagem, a densa floresta autóctone deu lugar a clareiras onde se praticava a pastorícia e o cultivo de centeio. No período de ocupação romana foi introduzido o castanheiro (castanea sativa), arvore que desde há muito se encontra presente nas encostas de Balocas, como se pode comprovar pelos seculares castanheiros ainda existentes. Durante o século XX as comunidades silvo pastoris de Balocas e da Região da Beira Serra viram as suas pastagens, então muito degradada, serem substituídas pela monocultura do pinheiro bravo (pinus pinaster). Hoje também este já rareia fruto da nefasta acção dos fogos de Verão.

Muito peculiar é a forma como as encostas apresentam uma paisagem humanizada com os seus inúmeros socalcos agrícolas e casas de xisto , algumas das quais expondo já o abandono que a desertificação do interior acarreta, mas reflectindo ainda um estilo de vida ancestral de plena cumplicidade com a natureza.

Descida de Balocas obriga a cuidados redobrados.

 

E pronto amigos, depois foi quase rolar para a Covilhã.

 

 

Já no final da nosso bonita volta, deixo o convite à próxima ao Miradouro do Mosquiteiro.

 

Eis agora o nosso pelotão ordenado. 

 

 

Mais ciclismo no Sábado ao Miradouro do Mosquiteiro.

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publicado por José Cavaca às 14:17