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Da Covilhã por Penha Garcia.

Sábado, 16.06.12

Cavaca 1

Para esta bonita e ventosa volta compareceram, o nosso amigo António Lebre, e que Lebre está!!!, o amigo João António de Escarigo, o nosso "querelas" Guilhermino Pais, e eu José Cavaca.

Pedalamos por, Fundão, alto da Gardunha, Vale de Prazeres, Orca, Martianas, Aldeia de Santa Margarida, Bemposta, Medelim, Penha Garcia, Cidral, Salvador, Aranhas, Penamacor, Capinha, Peroviseu e Covilhã, totalizando 141km.

 

Cavaca 2

Saída da Covilhã à hora pontual.

 

Cavaca 3

Passagem na minha terra Natal, o Fundão.

 

Cavaca 4

Subidinha da Gardunha feita a muito bom ritmo.

 

Cavaca 5

Tão alto ritmo que o Gui começou a beber muito cedo.

 

Cavaca 6

Na Orca viramos à esquerda para as Martianas.

 

Cavaca 7

Martianas, poucos conhecem e pouco lá passamos, mas deixo alguma informação.

Umas das três aldeias abrangidas pela freguesia da Orca, as Martianas datam, julga-se, do século XIII. A origem do nome Martianas está claramente ligada ao seu primeiro donatário e/ou povoador, Martinh'Annes, que pode ter sido um alcaide de Castelo Novo, e que vem citado num documento de 1290, transcrito no final do Tombo da Comenda de Castelo Novo, de 1505.

 

Cavaca 8

Já na N233 rumo a Pedrogão, mas antes desta Aldeia viramos à direita para Bemposta.

 

Cavaca 9

Sempre em bom ritmo, entrava-se no Concelho de Penamacor.

 

Cavaca 10

Bemposta é a freguesia do Concelho de Penamacor de mais nítido sentido romano, segundo as actas e memórias do 1º colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor, realizado entre os dias 5, 6 e 7 de Outubro de 1979, o estudo que nos revela Joaquim Candeias da Silva (subsídios para o estudo da viação romana no Sw do antigo território Penamacorense), no 3.ponto do seu estudo (Da Bemposta à Mata (Da Rainha), refere a Bemposta como a aldeia mais rica em vestígios romanos do concelho de Penamacor, digna da maior atenção de estudos epigrafistas. Aponta duas aras dedicadas ao Deus indígena Bandis Isibraiegvs. Muito se tem escrito relativamente ao culto de Band, esta divindade indígena da Lusitânia pré-romana, com o nome assente no radical.

 

Cavaca 12,5

E chegados a Medelim,,,

 

Cavaca 11

O nosso amigo João António estava à nossa espera.

 

Cavaca 12

Seguimos então juntos para Penha Garcia.

 

Cavaca 13

Monsanto, a aldeia mais Portuguesa ficava ao nosso lado direito.

 

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Eis a nossa aldeia.

 

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Trata-se de uma povoação muito antiga, com povoamento neolítico, foi castro Lusitano e povoação Romana. Depois da Reconquista, D. Afonso III atribui-lhe foral e doa Penha Garcia à Ordem de Santiago para que esta efectuasse a fortificação da zona. Tal não veio a acontecer e D. Dinis retira-se dessa ordem a favor da Ordem do Templo e posteriormente, para a Ordem de Cristo. Foi couto do reino e de homiziados, até ao séc. XVIII e sede de concelho até 6 de Novembro de 1836.
Do castelo, edificado pelos Templários sobre o castro romano, restam fragmentos de muralhas em bom estado de conservação. A partir daqui, desfruta-se de uma vista sobre toda a campina Raiana, barragem e Vale Feitoso, que de certo jamais esquecerá.


Cavaca 16

Salvador.

Esta freguesia fica situada no sopé das serras de Penha Garcia, a cerca de 12 Km do concelho de Penamacor. Segundo algumas fontes, Salvador esteve inicialmente situado no sítio da Quinta do Marquês da Graciosa; outras há, que apontam o sítio dos Covões, onde apareceram vestígios de casas, moedas, objectos de uso doméstico e sepulturas cavadas na rocha.

 

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Seguiu-se a aldeia de Aranhas.

Nome originado pela existência em grande quantidade no local de uma espécie de aracnídios ou pela existencia de um elevado número de teares, que na zona também se chamam aranhas. Tem uma população de 600 Hab. que habitam numa área de 5.500.Km2 vivendo da agricultura, olivicultura, pecuária e de pequeno comércio.

 

Cavaca 18

Penamacor à vista.

 

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Com a Capinha à vista, restava pouco para terminar esta conveniente volta.

 

Cavaca 20

Mas não me quero despedir sem antes dar nota do sofrimento deste amigo durante a volta.

Doeram-lhe os pés, as canelas, os joelhos, a Bacia, o estômago, os pulmões, e o pescoço.

À, e o rabo!

 

Cavaca 21

Cidade da Covilhã e Serra da Estrela acolhia-nos de novo.

Foi uma volta admirável, mas algo desgastante pelo muito vento que quase sempre prejudicou.

 

 

 

AMANHÃ HÁ MAIS!

 

SAÍDA DA SRA DO CARMO ÀS 8h 30m.

DOS ARCOS ÀS 8h 55m.  

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publicado por José Cavaca às 14:44


5 comentários

De Paulo Rodrigues a 16.06.2012 às 19:00

Muito bem,
Sr. Cavaca e companhia (poucos mas hirtos), uma volta e pêras e pelos vistos ventosa. Valeu seguramente pelo convívio e paisagem.
Abraço a todos e até estes dias,
P. Rodrigues

De José Cavaca a 16.06.2012 às 19:40

Amigo Paulo, muito bem,,, não nos pode acompanhar na estrada, mas acompanha-nos no virtual.

Obrigado Paulo, estiveste na mesma connosco.

Grande abração.

José Cavaca

De Francisco Romão a 16.06.2012 às 21:03

Outra vez a postos para o pedal, onde nos encontramos amanhã. Estou pelo Castelejo.

De António Lebre a 16.06.2012 às 22:27

E no ciclismo não só se pedala, também se aprende a história deste país, passando pelos locais e lendo o blog do Amigão Cavaca.
(Os Romanos já sabiam que tinham de construir pontes para nós lá passarmos de bicicleta)

Lebre

De Silvério Correia a 17.06.2012 às 18:40

Uma volta bem interessante para os participantes "a live " e também para os "virtuais", como no meu caso. Com reportagens deste nível, tanto pelos relatos como pelas fotos, para além de ficar a conhecer mais uns cantos da nossa beira interior e da sua história, consigo facilmente fazer as voltas virtualmente!
Gostei de "Nosso Querelas", muito bem conseguido! Como habitualmente devia ir cheio de pressa, pois só por mera distracção é que deve ter saído da frente do pelotão! :) A reportagem não engana!
Um abraço para todos
Silvério

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