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Volta com design Africano.

Sábado, 24.03.12

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Percurso: Covilhã, Capinha, Vale d' Água, Quintas da Torre, Povoa da Palhaça, Mata da Rainha, Aldeia de Santa Margarida, Penamacor, Meimoa, Sra da Povoa, Terreiro das Bruxas, Caria, Sra do carmo, e Covilhã.

 

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Participaram nesta magnífica volta, António Lebre, João António, José Cavaca, Tiago Abrantes, e Guilhermino. Veio mais tarde ao nosso encontro o amigo Zé Carlos. Acrescentar apenas que esteve uma manhã mais que óptima para o ciclismo.

 

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Aprovitamos o Souto Alto para o nosso habitual aquecimento.

 

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Capinha,  é a terra do concelho do fundão com mais história e arqueologia (machados de pedra, pedra polida, antas, restos de muralhas, calçadas romanas, cerâmica diversa).

 

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A glória da amizade não é só a mão estendida, é também a boa companhia.

 

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Proximos do cruzamento para Vale d´Água.

 

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Lindíssima a zona entre Vale d´Água e Povoa da Palhaça.

 

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Povoa da Palhaça. Ignoro se o dia-a-dia da localidade é dado à palhaçada, mas não encontro dados sobre o nome desta freguesia.

 

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Seguiu-se a Mata da Rainha.

O nome da freguesia, segundo a tradição, dever-se-á a uma disputa entre dois príncipes pela formosa filha de um rei mouro. Com os dois príncipes perdidos de amores pela princesa, e tendo o rei os dois pretendentes em grande estima e sem saber qual haveria de escolher para genro, terá mandado um escavar uma mina e outro construir uma torre. Quem terminasse primeiro casaria com a princesa.

Contudo, deu-se o facto de ambos os príncipes terem concluído a sua tarefa ao mesmo tempo e em simultâneo terão chegado junto do rei para lho comunicar.- Torre feita - disse um - Água à porta - afirmou o outro em simultâneo. Ao que o rei respondeu: - Filha do rei morta.

Face a isto, a jovem princesa terá sido metida num cortiço e serrada ao meio. Segundo a história, ao ouvir a sentença do pai, terá a bela dito:

 Na Torre fui creada

Na Mata me matarão;

Pois a minha formosura

Foi a minha perdição.

 

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Passagem na Aldeia de Santa Margarida. É conhecida como sendo a aldeia das flores, pois pela altura da Primavera as suas ruas ficam floridas, cheirosas e lindas! Apesar da pouca chuva que caiu no nosso país, tal não impediu que as flores dessem o ar da sua graça e deixassem, mais uma vez, a nossa aldeia florida.

 

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Pedrogão de São Pedro à vista. Está situada na margem direita da ribeira de Taliscas, afluente do rio Ponsul. Dista da sua sede de concelho cerca 10,8 km.  José Manuel Landeiro, na sua obra “O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda”, revela que é desconhecida a época da sua fundação, bem como a origem da sua denominação. Todavia, e como indica o próprio nome da freguesia, terá, seguramente, derivado da antiga freguesia de S. Pedro, a qual , integrava, juntamente com as freguesias de Santiago e Santa Maria, o quadro de divisão administrativa da vila de Penamacor, no século XVIII, bastante alterado, em pleno século XX, dado aparecer representado através de um número de 12 freguesias. 

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Seguia-se Penamacor.  Vila portuguesa no Distrito de Castelo Branco, com cerca de 1 500 habitantes.

É sede de um município com 555,52 km² de área e 5 680 habitantes. O município é limitado a norte pelo município do Sabugal, a leste pela Espanha, a sul por Idanha-a-Nova e a oeste pelo Fundão.

A vila situa-se a uma altitude média de 550 m.

 

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Pedalava-se agora rumo à Princesa da Beira.

 

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A Meimoa.

Da sua fundação pouco ou nada se sabe. Presume-se que terá sido muito importante no tempo dos romanos devido à existência da ponte Romana / Filipina, erguida sobre a ribeira da Meimoa. Para a origem do seu nome aponta-se a mesma que a do Meimão. Segundo Frei de Sousa, o nome Meimão e Meimoa, são de origem árabe e derivam de Mamona, nome próprio de mulher, cujo significado é, estar segura, firme, constante, conservada, etc.  Pinho Leal diz que a mais provável origem destes nomes (Meimão e Meimoa), é a palavra Mâmoa (monumento funerário), que também se pronunciava Mamôa. Os romanos chamavam-lhes Mama, pela semelhança que têm com o peito da mulher.

 

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Do alto da Meimoa, uma panorâmica do Vale da Senhora da Póvoa.

 

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Senhora da Póvoa.

Esta freguesia, que passou a ter o actual nome em 1957, a partir de 2 de Agosto, chamava-se anteriormente Vale de Lobo. Antes de pertencer ao concelho de Penamacor, estava integrada no Termo da Covilhã. Foi D. Fernando quem a integrou no concelho de Penamacor, cujo mandato foi confirmado por D. João I, em 1454.

 

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Alto do Terreiro das Bruxas.

 

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Muitas vezes aqui passamos, e nunca falamos na Vila de Caria.

É uma povoação muito antiga, tendo-lhe sido atribuído foral por D. Manuel I em 15 de Dezembro de 1512, sendo portanto nesse tempo um Concelho autónomo. Em 1644, o concelho de Caria era dependente do Concelho da Covilhã apenas no crime.
Com reforma administrativa em 1855, o concelho de Caria foi extinto passando a fazer parte do Concelho de Belmonte.

 

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Mas a nossa volta estava a terminar. Hoje o nosso Guilhermino estava "doente", necessitando de ajuda extra.

 

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Começavam as despedidas... onde é que já vi isto?

 

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Amigos, grato pela vossa companhia. Amanhã há mais se não chover.

 

SAÍDA DA SRA DO CARMO ÀS 9 HORAS.

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publicado por José Cavaca às 14:04


4 comentários

De voz do goulinho a 24.03.2012 às 15:08

Amigo Cavaca amanhã vou para o meu Goulingo até Maio estarei por lá se poderem apareçam.

Um abraço

De Monstro Alado a 24.03.2012 às 17:50

África minha, África tua, África nossa. De um fulgor inesgotável , intentando ir mais longe, para além do desconhecido, enfrentando novos caminhos, dando novos mundos ao mundo, decretou Sua Alteza Real D. José Cavaca, que se perscruta-se nova senda, junto daquele pedaço de terra até então desconhecido, África. Lançou então junto da sua mui nobre Corte desafio, com intuito de encontrar entre eles, os mais valorosos e mais capazes que, com ele, pudessem levar a cabo, tão árdua tarefa. Deram então um passo em frente quatro virtuosos, que se predispuseram, a acompanhar El-Rei.
Zarparam rumo ao desconhecido, sob as lágrimas daqueles a quem as saudades despedaçam o coração e sob o olhar, o escárnio e o maldizer, daqueles velhos que por entre lábios gretados, e língua áspera , iam murmurando a impossibilidade de tal feito...
Cheios de fé e confiança, cedo suplantaram as primeiras dificuldades, e rindo e gracejando continuaram seu caminho, rumo á vitória. Mas a tempestade ia-se aproximando, cada vez mais célere, como se uma maldição encomendada se tratasse, por alguns que no breu conspiravam.
E eis que então, que a primeira imprecação se abate sobre a tão mui famigerada expedição. Monsenhor GMP , nobre e valoroso cavaleiro, do mais intimo circulo de El-Rei D.José Cavaca, cai na desgraça, e é atingido pela mais oculta maleita que alguma vez foi enxergada por olhos humanos. “Arrancaram-me a alma, expurgaram-me as forças” clamava Monsenhor GMP em desespero, duvidando de si próprio se teria capacidade para terminar tão grande tarefa.
Mas El-Rei, sábio nas suas lides, invocou á mais infinita das mães, que olhasse por este seu filho moribundo, e o cobrisse com seu manto de luz, e que por esta vez, mas só por esta vez, lhe concedesse a graça de lhe permitir chegar aos braços da sua amada que o esperava, no sitio que o vira partir, são e salvo.
A mãe infinita, acedeu então ao pedido de Sua Majestade e nutriu Monsenhor GMP , de alma suficiente para completar tão espinhoso encargo. Estendeu ainda valorosa mãe seu manto a Sua Alteza, ao seu mui astuto Arquiduque João António, ao seu perspicaz Conde António Lebre e ainda ao vassalo do qual nada se sabe, desconhecendo-se inclusive o seu verdadeiro nome, mas que os ventos vêm murmurando que teria sido forjado pelos deuses a partir de restos de animais e monstros alados.
Reza o adágio que depois da tempestade vem a bonança, e eis que subitamente se abate de novo, esperança e fé, pois tinham já passado além do Bojador, e os ventos favoreciam-nos, e rapidamente se encontravam, no mal-afamado Cabo das Tormentas. Tinham vaticinado os velhos, que seria aqui, que sofreria tão nobre contenda, occisão. Relatavam, ainda ásperas línguas , a existência de sereias, que com seus encantos, levariam á desgraça, aqueles que tais.
Homens de pouca fé, alguém murmurou, referindo-se as essas bocas vis, que tanto tinham predestinado, e em nada tinham acertado. Dobraram-se assim as tormentas, que se tornariam em Esperança, e das sereias, apenas a fama de tão belas criaturas, perdurará na mente dos guerreiros.
A viagem aproxima-se do fim, mas subitamente, seriam surpreendidos, com a chegada de mais um nobre e valente cavaleiro o Grão-príncipe José Carlos. Como seria isto possível ? Quem em sua justiça, poderia vaticinar tal feito? É pois então que sua Alteza Real, revela o segredo do sucesso desta expedição, tinha há muito enviado um dos seus mais experientes, para que preparasse a nossa viagem, de modo a que pudéssemos fazê-la em segurança. Eis senão quando em consonância se ouvem a profundos pulmões : “ Ave El-Rei D. José Cavaca, que na tua sabedoria e plenitude, zelastes pelos nossos corpos e alimentaste de esperança a nossa alma. Que viva Sua Alteza Real para todo o sempre. Ave El-Rei D. José Cavaca.”
E de regresso aos olhos que os viram partir, e aos braços que abandonaram, foi completada tão épica jornada, e cozida a boca de vis seres que um dia duvidaram da concretização de tão mui nobre feito.

De António Lebre a 24.03.2012 às 19:06

Quase custava mais a ler a "Crónica" do que fazer a volta...

Lebre

De Silvério Correia a 26.03.2012 às 16:57

Uma volta com "design africano" mas cheia de história portuguesa! Mais uma volta com o nível a que o grupo já nos habituou!
Parabéns e um abraço para todos
Silvério

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