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A nossa volta de Natal.

Domingo, 25.12.11

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Nesta Santa manhã compareceram para uma Santa volta,  José Cavaca, José Carlos, João Santos, e como é óbvio o Pai Natal.

A saída foi da Padaria dias & Pereira dos Santos às 9h 30m e pedalamos por, Tortosendo, Cortes, Bouça, Cortes, Tortosendo Covilhã(centro), e Refúgio.

 

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Esteve uma manhã mágnífica para o ciclismo, sem vento e temperaturas agradáveis.

 

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Alto da Portela com a Serra da Estrela como fundo.

 

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Subida para a Bouça, hoje a estrada era só nossa.

 

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Chegada à Bouça. O principal aglomerado urbano nem sempre se localizou no lugar actual. Nos primórdios vivia-se na Bouça Velha, margem direita da ribeira, a meia encosta da montanha que desce da Varanda dos Pastores em direcção ao vale.

 

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No café do amigo José Maria tomámos o cafézinho, oferta do amigo José Maria, acompanhado de Bolo rei, oferta do amigo Zé Carlos.

 

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De novo a pedalar, e seguindo a roda e ideia do nosso amigo Zé Carlos, uma visita pela nossa cidade era a prendinha ideal para a epoca.

 

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O passado da Covilhã remonta aos tempos da romanização da Península Ibérica, quando foi castro proto-histórico, abrigo de pastores lusitanos e fortaleza romana conhecida por Cava Juliana ou Silia Hermínia. Quem mandou erguer as muralhas do seu primitivo castelo foi D. Sancho I que em 1186 concedeu foral de vila à Covilhã. E, mais tarde, foi D. Dinis que mandou construir as muralhas do admirável bairro medieval das Portas do Sol.

 

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Era já na Idade Média uma das principais "vilas do reino", situação em seguida confirmada pelo facto de grandes figuras naturais da cidade ou dos arredores se terem tornado determinantes em todos os grandes Descobrimentos dos sécs. XV e XVI: o avanço no Oceano Atlântico, o caminho marítimo para a Índia, as descobertas da América e do Brasil, a primeira viagem de circum-navegação da Terra. Em plena expansão populacional quando surge o Renascimento, sector económico tinha particular relevo na agricultura, pastorícia, fruticultura e floresta. O comércio e a indústria estavam em franco progresso. Gil Vicente cita "os muitos panos finos". O Infante D. Henrique, conhecendo bem esta realidade, passou a ser "senhor" da Covilhã. A gesta dos Descobrimentos exigia verbas avultadas. As gentes da vila e seu concelho colaboraram não apenas através dos impostos, mas também com o potencial humano.

 

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A expansão para além-mar iniciou-se com a conquista de Ceuta em 1415. Personalidades da Covilhã como Frei Diogo Alves da Cunha, que se encontra sepultado na Igreja da Conceição, participaram no acontecimento. A presença de covilhanenses em todo o processo prolonga-se com Pêro da Covilhã (primeiro português a pisar terras de Moçambique e que enviou notícias a D. João II sobre o modo de atingir os locais onde se produziam as especiarias, preparando o Caminho Marítimo para a Índia) João Ramalho, Fernão Penteado e outros.

 

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A Praça do Município ou Pelourinho, é a principal praça e a mais central da cidade. Situa-se em pleno centro histórico e há muitos anos atrás, nela se podia admirar um pelourinho do século XVI que, infelizmente, foi destruido, juntamente com o edifício filipino da câmara, aquando da reformulação deste espaço.

 

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A Covilhã possui ainda grandes jardins e parques, como este, o Jardim Público, Jardim do Lago, Parque Alexandre Aibéo, Jardim de N. Sra. da Conceição e o Parque da Goldra.

 

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As duas ribeiras que descem da Serra da Estrela, Carpinteira e Degoldra, atravessam o núcleo urbano e estiveram na génese do desenvolvimento industrial. Elas forneciam a energia hidráulica que permitiam o laborar das fábricas. Junto a essas duas ribeiras deve hoje ser visto um interessante núcleo de arqueologia industrial, composto por dezenas de edifícios em ruínas. Nos dois locais são visíveis dezenas de antigas unidades, de entre as quais se referem a fábrica-escola fundada pelo Conde da Ericeira em 1681 junto à Carpinteira e a Real Fábrica dos Panos criada pelo Marquês de Pombal em 1763 junto à ribeira da Degoldra. Esta é agora a sede da Universidade da Beira Interior na qual se deve visitar o Museu de Lanifícios, já considerado o melhor núcleo museológico desta indústria na Europa. A Covilhã foi, finalmente, elevada à condição de cidade a 20 de Outubro de 1870 pelo Rei D. Luís I, por ser "uma das villas mais importantes do reino pela sua população e riqueza."

 

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A ponte pedonal sobre a ribeira da Carpinteira, foi escolhida como um dos sete destinos ligados com o design mais interessantes do mundo, segundo a edição de Janeiro de 2011 da revista Travel + Leisure.

 

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Esta ponte faz a ligação da ribeira da Carpinteira até ao centro da cidade. Esta ponte faz também parte das obras de reconstrução e remodelação das margens da ribeira da Carpinteira, que se tem vindo a desenvolver ao longo dos últimos anos.

 

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Termino esta voltinha do dia de Natal, desejando a todos a continuação de um Santo dia.

Hoje certamente tudo dará certo, o vosso caminho será suavizado pela visita a este blog que dará um bonito colorido ao vosso dia.
Um Bom Dia vos desejo, esta é, e tal como foi esta volta, a palavra mágica que faltava neste GRANDE E BONITO dia de Natal. 

 

 

QUARTA FEIRA HÁ MAIS CICLISMO!

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publicado por José Cavaca às 12:51


7 comentários

De jmedeiros a 25.12.2011 às 16:51

Bela visita guiada pela Covilha.
Boas Festas
Medeiros

De José Cavaca a 25.12.2011 às 21:46

Medeiros, boas festas para ti e toda a tua família,,, um grande abraço cá da família Cavaca.

José Cavaca

De Carlos Pereira a 25.12.2011 às 18:03

Esta bela cidade que tanto admiro "Covilhã". Obrigado pelas fotos, que me faz recordar grandes mas bons sofrimentos serra a cima. Um grande abraço para si amigo cavaca.
carlos, Lisboa (Ladoeiro).

De José Cavaca a 25.12.2011 às 21:47

Amigo Carlos, um grande abraço e muito obrigado pela visita,,, espero que um dia destes seja uma visita pessoal.

José CAvaca

De bcmantunes a 25.12.2011 às 18:41

Viva meu caro amigo José Cavaca & Cª.
Magnífica visita guiada à Covilhã.
Com um pequeno almoço de bolo rei, oferta da padaria dias & Pereira dos Santos, mal deu para consumir umas caloriazitas. O amigo Zé Carlos é inexcedível!
Continuação de Boas Festas para todos!
Caríssimo J. Cavaca como a montanha não vem a Maomé tem que Maomé ir à montanha. O mesmo é dizer que eu deveria visitar ao amigo Zé Carlos.
Para todos os companheiros do blogue «Cavaca», tudo de bom!
Grande abraço,
Belchior Madeira Antunes

De José Cavaca a 25.12.2011 às 21:54

Viva meu caro amigo Belchior.
Magnífico comentário o seu.

Mas meu amigo, não vamos deixar para o ano o que podemos fazer neste,,, por isso, estamos à sua espera a partir de hoje para uma grande visita à Padaria Dias,,, e volto a dizer, as NATAS já estão à espera há muito, bem como mais algumas doçarias, é que o nosso amigo Zé Carlos é um especialista nesse campo.

Amigão, continuação de boas festas, e estamos à sua espera,,, posso falar em nome do Zé Carlos, ele mesmo já se tem questionado para quando a sua visita.

Um grande abração de nós todos.

José Cavaca

De Zé Carlos a 26.12.2011 às 02:38

Olá Zé..

Boa noite..!.
Adorei esta volte de hoje(ontem) dia de natal, o percurso foi magnifico. o cafésinho na Bouça melhor ainda.. e depois o city tour pela nossa cidade 5 estrelas... temos ainda muito para mostrar na nossa Covilhã.. quem sabe numa das proximas voltas.. fica a sugestão. agora aproveito tambem para saudar todos os admiradores da bicicleta e os visitantes deste magnifico blogue... BOAS FESTAS .... quanto ao SR Belchior.... estou á sua espera. combine com o Zé e apareça.... grande abraço...

Zé Carlos

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