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Caminhada pelos Poios Brancos.

Domingo, 16.03.14

Fim de semana desportivo em grande!
Depois de 300km de ciclismo, juntei-lhe mais 5 horas de caminhada, "A Rota dos Poios Brancos". Deve a sua designação ao facto de atravessar, no seu ponto mais elevado, o aglomerado granítico dos Poios Brancos, que nas primeiras neves do ano se veste de branco, dando um sinal claro à povoação de Manteigas que o inverno chegou.

 

Um cafézinho antes da caminhada.

 

Inicio da caminhada junto ao Centro de Limpesa da Neve.

 

Grande tarde de Sol e óptima temperatura.

 

Alguma neve para refrescar.

 

De novo caminhando.

 

Os Poios Brancos correspondem a um Tor – forma granítica típica em que os blocos se acumulam in situ, respeitando o sistema de diaclases do granito. Neste local encontra-se a cadeira do Viriato, como um autêntico trono feito pelas mãos da natureza. 

 

 

São as características intrínsecas dos granitos que conferem à paisagem da Serra da Estrela peculiaridades únicas, como se por lá tivesse passado a mão humana a ajeitar as pedras que sobressaem altivas em direcção ao céu. 

 

É o caso desta pedra, "Cadeira do Viriato", mais parece um comodo sofá.

 

No alto d´esta Serra pastam mais de doze mil ovelhas desd´a Primavera, em que vêem do Alentejo, onde vão ter o Inverno, até ao Outono, em que tornam para lá sem para tão grande numero de gados faltarem por todo este tempo pastos, porque d´elles é a Serra povoada na mais excessiva abundância, em tal forma, que só em uma relva sita ao pé da Ermida de Santo António de Argenteira, acima relatada, chamada por esta razão a Nave de Santo António, por todo este referido tempo pastam mais de quinhentas ovelhas sem pelo mesmo tempo sentirem a mínima falta de pastos. E se conta, que os pastos são tão puros, que não só são alimentares para os gados, mas tãobem medicina para curar os achaques que elles padecem, os quaes se lhes desfazem com o uso de taes pastos. Há tãobem n´esta serra criação de lobos, raposas, coelhos, perdizes e de Águias Reaes, que vivem nas penhas d´ellas.” Padre Manuel Cabral de Pina (séc. XVIII). 

 

Beleza rara esta encosta.

 

E continuamos a nossa caminhada.

 

Junto ao trilho encontra-se um dos muitos monumentos religiosos existentes no Concelho de Manteigas e um importante vestígio da arte popular portuguesa – Almas. É frequente encontrar velas e lamparinas acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores. 

 

Na derivação para o Poço do Inferno surge a magnífica paisagem do Covão da Abelha, onde se avista no fundo do desfiladeiro, na confluência de duas linhas de água que dão origem à Ribeira de Beijames, o Aguilhão – considerável maciço rochoso encimado por grande pedras que se sobrepõem umas às outras. A água corre calmamente, pura e cristalina, por entre vertentes sobranceiras cobertas por cascalheiras. 

 

Depois dos 300km de bici, caminhar era como uma recuperação.

 

Já com 4 horas de caminhada, dirigimo-nos para a Nave de Santo António.

 

A Nave de Santo António, ou a Argenteira, cumpre uma importante função ecológica, regulando a absorção e libertação gradual da água pelo cervum – planta herbácea que também constitui um importante recurso para o gado. Neste local encontra-se um fontanário e uma edificação utilizada pelos pastores como local de abrigo. 

 

 

E já a escurecer, terminamos a nossa bonita caminhada.

 

QUARTA FEIRA É CICLISMO.

 

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publicado por José Cavaca às 21:46

Pelotão pedalou rumo ao Grelo.

Domingo, 16.03.14

Foram à festa do Grelo no Castelejo, José CavacaVasco Santos, Sebastião Aparício, Sérgio M. PinheiroFrancisco RomãoJoão Sousa,Luis FilipePedro RodriguesFernando DuarteHelder TorresJoão NicolauArmando Oliveira, Manuel Ribeiro, José Carlos Santos eFernando Santos que se juntou a nós mais tarde.

 

 

Covilhã às 9h, Partida do Pelotão rumo ao Grelo no Castelejo.

 

Algum entusiasmo no Pelotão com a aproximação do Grelo.

 

Entrada no Castelejo onde o Grelo hoje é rei!

 

Na freguesia da romaria de Santa Luzia e da festa dos sabores da Maunça, há mais um novo motivo para visitar o Castelejo. O Festival do Grelo promovido pelo Rancho Folclórico “Romeiros de Santa Luzia”, conta com a visita de centenas de pessoas, e nós somos algumas delas. Durante dois dias os grelos colhidos nos campos ao pé da ribeira serão o prato principal de um festival que além de promover o grelo produzido no Castelejo, serve para animar as gentes do Castelejo.

 

Confeccionamos aqui na ordem dos 50 quilos de grelos, todos produzidos no Castelejo. Servimo-los com 80 quilos de brulhões, carne de rês e muito enchido”, afirmou o porta-vos do rancho folclórico. A iniciativa tem lugar no chão grande, espaço que se espera venha a ser requalificado para acolher a próxima edição do festival do grelo.

 

*****

 

Enquanto uns inspecionavam os Grelos, outros foram ao Cafézinho.

 

E pronto amigos, depois dos Grelos, vamos ver do almoço. Quarta Feira á ao Fontão.

 

 

Eis agora o nosso pelotão ordenado...  depois da volta do Grelo.

 

Quarta Feira é ao Fontão... nem todos lá vão! 

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publicado por José Cavaca às 12:36