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3ª Covilhã Palmela, perfeita e magistral.

Domingo, 16.10.11

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Fizeram parte deste real e histórico dia, Fernando Marques, Jorge Medeiros, Carlos Cavalheiro, José Cavaca, e Zé Carlos. Pedalamos por Covilhã, Fundão, C. Branco, V. Velha de Rodão, Nisa, Arez, Rosmaninhal, Ponte de Sor, Água Todo o Ano, Cansado, Montargil, Couço, Corela da Catela, Azervadinha, Malhada Alta, Fazendas da Figueira, Canha, Lagoa do Calvo, Poceirão, e Palmela, totalizando 300,4km concluídos em 11h 30m 05s a uma convivente e alegre velocidade média de 26,119K/h.

 

 

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Preparativos finais com o nascer do dia.

 

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Já na subida da Serra da Gardunha, nascia o Sol que nos acompanharía até ao acaso.

 

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Passagem em C. Branco,  e a nossa envolvência nesta aventura já era realidade.

 

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Passagem em Vila Velha de Rodão à hora prevista, 10 horas.

 

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 Em cima da ponte fotografei esta bonita paisagem que advém da intersecção da Serra das Talhadas com o curso do rio Tejo, onde as enormes rochas parecem querer guardar as águas do grande rio, compondo assim as Portas da vila.

 


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Um pouco mais à frente entravamos na Região do Alentejo. É uma região que compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e a metade sul dos distritos de Setúbal, sendo assim a maior região de Portugal. Limita a norte com a Região Centro a noroeste com a Região de Lisboa e Vale do Tejo, a leste com a Espanha, a sul com o Algarve e a oeste com o Oceano Atlântico. Tem uma área de 31 551,2 km² (33% do Continente) e 758 739 habitantes.

 

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Com 110km percorridos, entrava-se na bonita vila Alentejana, Nisa,  sede de município, caracterizada pelo seu típico alvo casario de faixa colorida a alegrar, numa região de calma e sossego, afamada pelos seus saborosos queijos de ovelha.

 

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Tão bonita que paramos para um cafezinho, mas havia que dar aos pedais, restavam 190km.

 

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Arez

O Topónimo Arez, por vezes aparece referenciada como “Ares”, podendo-se relacionar com a interpretação à alusão dos bons ares da localidade. Outra hipótese relaciona-se com o nome romano Arentius (Arentius era identificado como o deus romano Arencio), prendendo-se esta possibilidade com os vestígios existentes da romanização na região de Nisa, especialmente a Nisa-a-Velha. Ainda relacionadas com a ocupação romana existem algumas palavras relacionadas com o nome da aldeia: “Arens”, “Arentis” que significa seco ou árido, e “Aires” e “Ares”, topónimos existentes noutras regiões do mundo romano.  No foral de Marvão de 1226 fala-se já “come Ares”, crendo-se ser um topónimo estrangeiro importado por ocasião do repovoamento e colonização do Alentejo.

 

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Desde que faço esta etapa, sempre considerei Ponte de Sor como o equador da mesma. Ponto central para uma paragem, recuperação de energias e um pouco de convívio suplementar.

 

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Tão central,  que o nosso Carlos Cavalheiro escolheu-a para se juntar a nós, depois de ter saído de Palmela a pedalar, e acompanhando-nos novamente até Palmela.

 

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Novamente a pedalar, agora com 33 graus de temperatua,,, o Zé Carlos fazia história! 

 

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Em Montargil o nosso Zé Carlos regressa à Covilhã, fica a minha admiração pela sua coragem.

 Nós continuamos para Couço, não passando em Mora abreviamos a tirada em 14km.

 

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Desde que faço este trajeto, considero esta uma das zona mais punidoras...

...as longas retas entre Couço e Coruche, e sempre sempre com vento de frente.

 

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Mas o prometido é devido, e um homem de palavra tem para mim todo o respeito...

O Sr. Tomás Morgado do Ciclotrilhos de Santarém, que prometera num comentário feito no blog ir a nosso encontro por esta bandas,,, não falhou.

Em Coruche, e depois de já ter feito alguns quilómetros à nossa procura, lá nos avistou e acompanhou por alguns minutos.

Peço desculpa ao amigo Tomás,  que pelas condicionantes da longa tirada não nos foi possível acompanhá-lo por mais tempo. Fica o nosso obrigado e reconhecimento pela postura que teve para connosco.

O nosso muito obrigado.

 

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A não ser algum vento de frente,  tudo corria de feição,,, e Canha estava já aqui.

Freguesia constituída por terrenos agrícolas, bastante férteis, que lhe conferem um carácter rural por excelência. A Agricultura foi a sua característica principal até aos nossos dias e que também se reflectiu na única experiência industrial acontecida que foi a conserva de polpa de tomate na fábrica da Tocam que fechou em 1989.

No Casario da Vila é patente o traçado tipo alentejano. O seu casario de piso térreo é maioritariamente caiado de branco com barras azuis ou cinzentas, num compromisso paisagístico que marca esta zona de transição entre campos ribatejanos e a planície alentejana.

E o nosso sonho é quase realidade.

 

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Já perto de Poceirão, uma foto que Medeiros fez questão de registar.

 

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Depois de Canha, Poceirão, ultima terra antes da nossa chegada,,, é a mais jovem freguesia do concelho de Palmela, tendo sido criada a 23 de Maio de 1988. Tem uma área de 147,07 km2 e conta com uma população de cerca de 5.000 habitantes. A origem da povoação do Poceirão tem, como principal causa, a instalação do caminho-de-ferro e é composta pelas localidades de Agualva de Cima, Asseiceira, Lagameças, Forninho, Lagoa do Calvo, Poceirão, Aldeia Nova de Aroeira, Brejos do Poço e parte dos Foros do Trapo.

Já cheirava a Palmela.

 

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Partimos ao nascer do dia, chegamos ao por do Sol,,, uma imagem que ficará para a história.

 

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Cavalheiro seguiu para Lisboa, Fernando para Setubal, eu e Medeiros ficamos em Palmela onde fomos recebidos pela família como estrelas,,,

 

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Estrelas, filhoses e as super NATAS, oferecidas como não podia deixar de ser pela Padaria Dias e Pereira dos Santos. (Zé Carlos)

 

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Mas, depois do reconfortante e merecido banho,,, um grandioso gesto da oferta de um troféu muito característico pela minha filha.

As pessoas que nos amam nunca nos deixam de verdade, podemos sempre encontrá-las...

 

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Mas a nossa aventura continuava... agora a parte mais aguardada...

"Tanto que comemos" que lá se foram as gramitas!

 

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Mas para ajudar na digestão de tão saborosa refeição, um bom passeio noturno com a família.

 

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No dia seguinte, não podia deixar de ser... uma visita a Palmela e a seu belíssimo Castelo.

 

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O Castelo de Palmela, tem origem árabe, com a primeira fortificação, provavelmente, edificada por volta do século IX, depois da conquista desta região aos visigodos, mas onde os testemunhos arqueológicos, apontam para uma ocupação humana desde o período neolítico. D. Afonso Henriques conquistou Palmela em 1147, mas voltaria a cair na mão dos muçulmanos e só por volta de 1190, passaria definitivamente para a posse portuguesa. D. Sancho I, mandou fazer reparações na fortaleza e doou-a à Ordem de Santiago, que fizeram de Palmela a sede da Ordem.

 

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É já no reinado de D. João I que se inicia a construção do convento onde esta ordem se instala, a partir de 1443. D. Pedro II, por volta de 1670, modernizou as suas defesas, adaptando-as ao uso de artilharia, mas as suas estruturas viriam a ser seriamente danificadas com o terramoto de 1755.

 

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Termino com esta bonita imagem de Palmela que capturei do alto do Castelo.

Obrigado a todos, mas mesmo a todos, os que de qualquer forma contribuíram para que esta aventura se tornasse possível.

Para o ano tudo faremos para estar presentes na 4ª Covilhã-Palmela.

 

Talvez não haja momentos bons nem ruins...apenas inesquecíveis.

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publicado por José Cavaca às 23:50