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Ciclismo e doping.

Segunda-feira, 03.05.10

 

Os últimos acontecimentos no ciclismo vieram provar que a fraude desportiva é um facto, e uma constante, que dificilmente se consegue evitar ou extinguir. “Os ladrões andam sempre à frente da polícia”. No caso do doping são inúmeras as substâncias sintetizadas e manipuladas de forma a não serem detectadas. Com o tempo são descobertas e indexadas à lista de proibições.
Uma breve análise permite-nos verificar que foram usadas em todos os tempos e condições. Quem não se lembra das “nadadoras masculinas” da antiga RDA? Ganhavam tudo e mais qualquer coisas! Uma forma de demonstrar que “somos os maiores”! Uma tragédia. Que digam as centenas ou milhares de vítimas de morte prematura, tumores e infertilidade e até de suicídios. Alguns foram a tribunal, mas muito poucos. Não os atletas, mas os responsáveis que os obrigavam a tomar as substâncias perigosas.
Todos querem ser os “melhores”. Para o efeito, muitos, não se importam de dar cabo da saúde, além de revelar uma faceta fraudulenta, pondo em causa a verdade dos factos. O que interessa isso? Desde que consigam ser famosos e ganhar umas boas massas…
Floyd Landis parece que produz testosterona a mais! Coitado, o que é que lhe tinha de acontecer, logo a testosterona que tem um importante efeito anabolizante. Afinal, o efeito foi da testosterona sintética e não da produzida pelos seus testículos.
Parece que a situação da dopagem é tão comum nos ciclistas que leva a tomadas de posição curiosas como a do adepto deste desporto, o ex-ministro da educação Marçal Grilo que, de acordo com duas citações transcritas ontem, no Jornal Público, parece aceitar esta prática: “Temos que ser realistas e, como um ex-ciclista me disse um dia, perceber que ninguém sob a Serra da Estrela, o Tormalet ou o Galibier a comer bifes com batatas fritas”. Nada mau para um ex-ministro da educação. Já agora gostava de lhe perguntar: - O senhor doutor também já usou algum dopingzito? Às tantas! Quem sabe se durante a experiência governativa…
O melhor é avisar o Floyd Landis que, não produzindo tanta testosterona endógena como queria que acreditássemos, passe a utilizar o Viagra. É verdade! Além do seu papel na disfunção sexual e na hipertensão pulmonar, descobriu-se ser uma excelente droga para aumentar a performance dos ciclistas quando se encontram em condições de hipoxémia. Assim, nas subidas das montanhas é só tomar o comprimido azul e mais ninguém o apanha. Palpita-me que os inibidores da 5-fosfodiesterase ainda acabam por parar à lista de substâncias dopantes.

 

Atenção, os nossos dopings, são apenas uns cereais e umas barritas energéticas.

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publicado por José Cavaca às 05:32